TÁ CHEGANDO!!!

Um dos maiores festivais de música da cidade tá chegando e a gente já não tá mais conseguindo segurar a ansiedade. O Queremos! Festival 2019  vai juntar uma galera de baita qualidade em 14 horas de música, distribuídas em 2 palcos e recheadas de comida, cervejinha e gente bonita. Tem alguns nomes bem famosos nas rodinhas, mas tem outros que ainda estão debaixo dos lençóis. Então eu vou ser justo aqui e indicar algumas músicas de cada artista pra vocês já irem se enturmando com a galera. Sabe como é, é ótimo conhecer gente nova durante um festival, mas quando tu conhece as músicas a gente fica numa empolgação iradíssima, né?

Vamo na viagem?

Allie X

A canadense Alexandra Hugues, nome real da Allie X, finalmente traz seu show para as terras cariocas. Ela já recebeu elogios de Katy Perry, fez parceria com Troye Silvan em um de seus álbuns e tem conquistado cada vez mais fãs ao redor do mundo. É um dos nomes mais celebrados no lineup do Queremos! Festival desse ano e vai trazer músicas de seus três álbuns cheios de “pop crescente e borderline teatral da Disney”, como definido pela mesma. Fora que às vezes lembra um pouco a queridinha Lana Del Rey, o que pode agradar a quem não a conhece.

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVA: Casanova (feat. Verité), Paper Love, Not So Bad in LA

Baco Exu do Blues

O cara já tinha feito um baita sucesso com seu álbum de estreia, o Esú, que já abriu caminho com polêmica na capa e com músicas porradeiras que afundam o dedo no racismo estrutural brasileiro. Aí em novembro de 2018 veio o segundo álbum, o Bluesman, que foi um dos maiores fenômenos musicais brasileiros dos últimos anos, se não o maior. Eu realmente vi aquilo acontecendo pouquíssimas vezes: por alguns meses, eu olhava no Spotify e sempre tinha algum amigo meu ouvindo o álbum; o show de estreia lá no Circo Voador teve os ingressos esgotados em menos de 24 horas, algo que eu nunca tinha visto (e olha que sou frequentador do Circo há alguns bons anos); diversos sites especializados em música destacaram a qualidade do álbum do Baco, que teve moral o suficiente pra juntar um baita time de participações especiais que vão de Tim Bernardes a Tuyo. Ele se aprofundou num tema que é quase tabu, que é a depressão do homem preto e isso deu ainda mais o que falar. De qualquer maneira, é um baita show que te deixa completamente sem fôlego e fascinado com a energia que as rodinhas fazem circular.

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Abre Caminho, Bluesman, Kanye West da Bahia

Criolo

Um dos nomes mais relevantes da nova geração de música brasileira, que já rodou com louvor no rap e no samba, Criolo traz sua luz, calma e humildade pro palco do Queremos! Festival desse ano. O cara já lançou quatro álbuns, todos muito elogiados e com músicas que viraram quase hinos. O cara tem tanta humildade que chegou e fez um relançamento do seu primeiro álbum, o Nó na Orelha (2011), com letras reescritas, mudando os trechos e mensagens machistas para algo não ofensivo. Ano passado ele lançou a música “Boca de Lobo”, com um vídeo carregado de simbolismos sutis e outros bem claros, e com  uma letra forte e que virou uma das preferidas de seu público.

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Bogotá, Casa de Papelão, Espiral de Illusão

Carne Doce

A banda goiana liderada por Salma Jô ganha mais espaço no cenário musical brasileiro a cada novo álbum. O homônimo, de 2014, que tem a música “Benzin” (que ganhou uma versão da também goiana Boogarins), projetou o nome da banda em diversos nichos e mesas de bar; O Princesa, de 2016, deu ainda mais voz pra banda que meteu o pé no rock e nas experimentações da vida (a versão ao vivo de “Açaí” é algo imperdível); Tônus, lançado no ano passado, veio com mais calma, com um som mais minimalista e com uma performance sensual de Salma Jô no palco. Tem tudo pra encaixar bem com a vibe do festival (ainda que algumas polêmicas estejam perseguindo a banda).

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Cetapensâno, Idéia, Nova Nova

Duda Beat

As desilusões amorosas da pernambucana Duda Beat esplanadas no seu álbum de estreia Sinto muito botaram ela em vááárias listas de melhores de 2018. Vários sites a destacaram como a grande revelação do ano. Nesse ano lançou músicas em parcerias como Omulu, Jaloo, Illy… Tem feito show à rodo pelo Brasil, levando a turnê pra festivais de todos os tipos e agradando a praticamente todos os gostos, sempre levando a galera à loucura – sério, é muito doido ver todo mundo cantando cada verso com empolgação e sofrência.

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Bédi Beat, Bixinho, Todo Carinho

Forró RED Light

O nome da música que abre o primeiro trabalho do Forró RED Light é “Guitarreira Forrozada” e eu acho que isso define o som da dupla brasiliense como poucas outras coisas. Os amigos Ramiro Galas e Geninho Nacanoa misturam o som do forró, do xote e do frevo com elementos da música eletrônica, reinventando clássicos dos gêneros, mas agora moldados pra você ouvir no carro enquanto dirige pela cidade. É praticamente um nu forró. O triângulo canta junto à guitarra, o som da zabumba entra em sintonia com o baixo e o pé tá só arrastando no chão como se não houvesse amanhã. A promessa é que eles fechem o festival com chave de ouro e a benção dos Gonzaga.

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Gonzagueando, Eletroxote Violado, Baião Violossintético

Gal Costa

Cinco indicações ao Grammy Latino, vencedora de um Prêmio da Música Brasileira e de sete Troféus Imprensa, vinte e uma turnês desde o lançamento do primeiro álbum (Domingo, de 1967). Aliás, soma uma incrível soma de 30 álbuns de estúdio lançados em sua carreira. Seu último álbum ao vivo foi o Trinca de Ases, onde rola parceria com Gilberto Gil e Nando Reis. Considerada pela revista Rolling Stones a sétima maior voz da música brasileira. Eu poderia ficar falando vários outros números e conquistas da Musa da Tropicália Gal Costa, mas o nome dela e seu talento multifacetado já falam por si só. Poucos alcançaram o ponto que ela está. Ninguém tirará dela o status que ela alcançou. E isso é incrível.

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Baby, Vaca Profana, Quando Você Olha Pra Ela

Hypnotic Brass Ensemble

Sete dos filhos do trompetista lenda do jazz Phil Cohran se reuniram pra montar a Hypnotic Brass Ensemble, uma banda formada basicamente de instrumentistas de sopro, baterista e baixista. São quatro trompetistas, dois trombonistas, um saxotrompetista, um baixista e um guitarrista. Eu lembro que matei uma aula pra ver o show dos caras há uns dois ou três anos e eu tenho um total de zero arrependimento. O palco fica lotado de gente preta coreografando , tocando e fazendo absolutamente todo mundo sem empolgar e dançar com um jazz de alta qualidade, influenciado tanto pelo pai Phil Cohran (integrante da épica Sun Ra’s Arkestra) quanto por Fela Kuti. E os caras já fizeram altas parcerias com nomes com Mos Def, Erykah Badu, Snoop Dog, Damon Albarn (vocalista do Blur e do Gorillaz) e ainda tiveram sua faixa “WAR” incluída na trilha sonora do filme Jogos Vorazes. Eu garanto que esse é um dos shows mais imperdíveis desse festival.

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Zenith, Flipside, Balicki Bone

Jade Baraldo

Das praças de Brusque-SC para o Queremos! Festival, passando ainda pelo palco do The Voice Brasil em 2016, a cantora Jade Baraldo conquistou muitos fãs com seu trabalho até agora. Ela já fez participação no EP de Davi (ex integrante da Banda Uó), tem uma música em parceria com o Mihay (promissor cantor e compositor carioca), abraçou a tendência dos singles no atual cenário musical e lançou vários deles desde sua saída do reality show – inclusive negou alguns possíveis contratos com gravadoras para ter um maior controle nesse momento inicial da carreira e, por isso, ainda não pretende lançar nenhum álbum. Autonomia é o nome disso e a gente gosta!

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Brasa, Eco, Vou Passar

Luedji Luna

A Bahia não cansa de dar belíssimos presentes pra música brasileira. São os clãs Velloso, Caymmi, de Astrud Gilberto a Baco Exu do Blues, de Elomar a Margareth Menezes… todos os ritmos brasileiros são contemplados pela baianidade. É um fato inescapável. E é por isso quando a baiana Luedji Luna fala  “Quero ser história para que, no futuro, quando se pense MPB, para além de de Elis, se pense em Luedji Luna, Xênia França [sua conterrânea], a frase ganha força, potência. Em seu disco de estreia, a moça de 32 anos fala de amor à cidade, afeto familiar, ancestralidade e muito mais num misto de poesia, jazz, percussão baiana e uma voz inevitavelmente encantadora. Seu álbum de estreia, Um Corpo no Mundo, lançado em 2017, a jogou pro mundo e fez o Brasil inteiro falar dela. Nesse ano, algumas das músicas ganharam uma roupagem nova e convidados especiais na parceria de Luedji e o DJ Nyack, baita produtor paulista. E veja só que foda: a gente vai anoitecer vendo o show dessa maravilha. Isso é imperdível, galera. É um dos maiores argumentos que eu tenho nesse post pra convencer vocês a irem nesse festival. Confiem em mim (e na voz de Luedji!).

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Dentro Ali, Acalanto, Notícias de Salvador.

Nu Guinea

O som da dupla italiana Nu Guinea é envolvente, divertido e dançante como aquelas músicas americanas de soul e funk dos anos 1970, flertando com o disco dos anos 1990. Então ao mesmo tempo que você lembra de Isaac Hayes com seu clássico “Shaft”, você também pensa em Universal Dance Robot com “Dance and Shake Your Tambourine” e Jamiroquai com “Cosmic Girl” – ou seja, só coisa da melhor qualidade. Não à toa chegaram a lançar um álbum com releituras de algumas músicas de um dos grandes nomes do afrobeat: o nigeriano Tony Allen (percussionista autoditada que tocou por quinze anos na banda do mestre Fela Kuti). O disco se chama AfroBeat Makers Vol. 3: The Tony Allen Experiments, que é uma baita viagem regada pelas melhores e mais leves vibes. Ano passado eles lançaram o também delicioso álbum Nuova Napoli. Certamente vai ser uma parada que vai botar todo mundo pra se divertir e não se arrepender de ter ficado até mais tarde.

FAIXAS PRA OUVIR ANTES DO FESTIVAL: Open Paths, Ju Vulesse, ‘A Voce ‘E Napule

Orquestra Petrobras Sinfônica (toca Bohemian Rhapsody)

Bohemian Rhapsody dispensa apresentações: além de ser um dos maiores clássicos do Queen e uma das músicas mais celebradas por onde passa, seja no karaokê da Feira de São Cristóvão a festivais de todo o mundo (alguém lembra do Rock in Rio de 2011, onde essa música tava no comercial de um dos patrocinadores do festival e tava sempre tocando nos intervalos entre shows e sempre levava todo mundo à loucura?), virou título do bem sucedido e premiado (ainda que de maneira questionável) filme sobre a vida de Freddie Mercury. Daí que, a convite da galera do Queremos!, a Orquestra Petrobrás Sinfônica vai tocar alguns clássicos da banda inglesa logo na abertura do festival, pra deixar todo mundo já ligadaço desde o início. Promete ser algo imperdível!

A grande pergunta que fica é: quais bons motivos você vai me dar pra perder essa porrada toda? São melhores que os nossos? Pensa bem, pensa com carinho. Porque esse festival não vai ser pouco foda. Vem com a gente, bora se divertir que a gente merece!

Link pra ainda mais informações é esse aqui: https://festival.queremos.com.br/