O próximo show do Queremos! aqui no Rio vai ser do sueco José González, um dos nomes mais importantes da cena indie folk acústica. Músico multi-instrumentista / compositor / cantor, o barbudo chega ao Rio para seu terceiro show na cidade, o primeiro desde 2016, e tem tudo pra começar o ano da melhor maneira possível com um show que pode pegar as melhores canções de sua carreira.

Aqui eu vou te trazer algumas curiosidades sobre José e sobre sua carreira. Vem comigo?

1 – O sueco mais latino da Escandinávia

O nome entrega que José (Gabriel) González não é exatamente… sueco. Te explico: os pais do cara eram estudantes (o pai estudava Psicologia e a mãe Bioquímica) e ainda por cima eram militantes numa época sombria na Argentina – uma época sombria para muitos países latinos, não é mesmo?

Daí eles fugiram do país devido a perseguições políticas. Chegaram em Gotemburgo, na Suécia, em 1976. Dois anos depois José nasceu e enquanto ele crescia teve contato com a música latina. Ainda hoje ele diz que seu artista favorito é o cubano Silvio Rodríguez, símbolo artístico da esquerda latino-americana.

2 – Um início de carreira nada acústico
Antes de seguir na onda da voz e violão, José se aventurou por outros campos: fez parte de duas bandas de hardcore no início dos anos 1990, Back Against The Wall e Renascence, e no fim da mesma década tocou na banda de rock Only If You Call Me Jonathan. Uma amostra de seu legado tá nessa música aqui, maior hit dessa última banda:

3 – Inquietude em projetos paralelos

José é um daqueles artistas que não param quietos e estão sempre matutando alguma coisa nova. Além de colaborar volta e meia com The String Quartet, coletivo que dá um ar contemporâneo a músicas clássicas, Gonzáles já emprestou sua voz para o álbum “The Garden”, da banda inglesa Zero 7, e tem um projeto super bacana chamado Junip, com quem toca com os amigos Elias Araya e  Tobias Winterkorn. Junip tem dois álbuns lançados, ambos de ótima qualidade e que exploram um lado menos acústico de José, mas sem deixar sua essência de lado.

4 – Covers inusitados

Nessas empreitadas diferenciadas do sueco, vemos algumas coisas bem bacanas e supreendentemente boas, mesmo que roupagens bem novas. Rola cover de Bruce Springsteen, Kylie Minogue, Massive Attack… mas a que eu realmente quero mostrar pra vocês, e o motivo é óbvio, é essa aqui do clássico Oba, Lá Vem Ela, do mestre Jorge Ben Jor, feita pela Junip:

5 – Influências diversas e mútuas

Da mesma maneira que se influenciou pela latinidade de Silvio Rodríguez, rolou influência do punk de The Dead Kennedys e de The Misfits. Rola também admiração por João Gilberto, Caetano Velloso e Chico Buarque. E por serem geograficamente próximos, rola identificação e troca até com Kings of Convenience, que já estiveram no Brasil pelas mãos do Queremos! e cujo integrante Erlend Øye esteve aqui logo ali em dezembro – você pode ler sobre esse show na resenha que fizemos clicando aqui.

Os ingressos estão à venda lá no site da Tudus. E eu sei que você não quer perder essa noite. ;)