Olá, queridos e belos leitores do Blog Cariocando,

Estive longe por muito tempo. Tempo até demais. Mas preciso assumir que dentre os milhões de sins que eu dei, projetos que entrei e vezes que não me expressei, acabei me perdendo.

A correria de conciliar a monografia, com projetos, amigos e família transformou tudo em apenas metas a serem cumpridas e as coisas foram ficando insossas. Eu traduzo essa sensação como comer um prato lindo, bem aromatizado, mas não conseguir sentir o gosto, por ter que comê-lo o mais rápido o possível.

Parar para escrever este post me traz tudo que eu fiz em um curto tempo-espaço e uma sensação de conquista, mas o preço sai caro ao se colocar na balança o que se perde. Então, vamos falar sobre o outro processo. O do reencontro. Reencontro com o gosto delicioso que a vida tem, reencontro com projetos que valem a pena, não pelo retorno monetário, mas pela autorrealização, reencontro com os cafés deliciosos e as belas manhãs.

Sempre há tempo para voltar atrás e rever suas prioridades, buscar outros caminhos e rotas. O que te faz feliz? Defina cada uma das pequenas e grandes coisas que te preenchem de prazer e as coloque como prioridade inalterável. Desse jeito, nenhuma outra coisa irá se sobrepor, mas se adaptar.

Este post é um desabafo e convite a todos que passaram por um ano conturbado e intenso a parar e respirar. O ano está acabando e esse é o melhor momento para fazer uma retrospectiva e avaliar o que fica e o que sai, o que permanece e o deve ser alterado. Eu estou, de pouco em pouco fazendo isto e acredito não estar sozinho neste processo.

Compartilha com a gente os grandes ensinamentos que você tirou desses momentos de perda e como você fez para se reencontrar.

Até um próximo post,

Vitor José