Talvez seja porque somos socialmente educadas a pensarmos que um amor vai completar a gente. Talvez porque aprendemos que temos que buscar “aquele” ou “aquela” com quem vamos ter um estalo e o sexo vai virar amor. E que sexo tem que ser especial, tem que ser com sentimento. Não sei se é por isso, mas eu demorei pra aproveitar o sexo por si só. Assim, sem amor, ou “sem compromisso” como as pessoas chamam.

E existe uma diferença enorme, pra mim pelo menos, entre foder e fazer amor. Ambos maravilhosos, por sinal, mas diferentes. E só Deus sabe o quanto eu procurei amor, fodendo. E me fodi fazendo amor. E as combinações das minhas experiencias são, infelizmente (ou felizmente), intermináveis.

E eis que um dia desses, em meio à cervejas e amendoim temperado numa mesa de bar e conversas sobre nossas inúmeras desilusões amorosas, eu percebi que ser solteira era uma aventura maravilhosa que eu estava vivendo lindamente, só não estava lendo os acontecimentos direito. Te falar que foi só ter essa epifania alcoólica que o jogo virou pra mim.

É lindo ter a liberdade e segurança de conhecer pessoas novas e… transar com elas. Sexo é lindo, é troca, já falei muito dele aqui. E qual o problema em tê-lo mesmo quando não há aquele sentimento, o tal do amor?

Você pode preferir qualquer um dos dois, mas é preciso experimentar pra saber, né nón?

Se liberta mana/mano/migo/miga. Transar com estranhos (com proteção e segurança, pelo amor de Deus) pode te trazer coisas maravilhosas. Vai na confiança e de mente aberta para experimentar o que o outro pode te oferecer. Aproveita a solteirisse e se joga nas inúmeras possibilidades e sensações.