O Queremos! sabe que carioca gosta de um som bom. E por isso nós estamos aí a menos de uma semana desse showzão que eles (e vários outros empolgados) estão trazendo pro palco do Circo Voador: a banda novaiorquina MGMT!

O grupo iniciado pela dupla Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden traz ao Rio a turnê de seu álbum mais recente, “Little Dark Age“, lançado em fevereiro desse ano. É o quarto álbum do MGMT. A banda seguiu com um foco norte pras suas músicas, algo que segue o padrão de mudança entre os álbuns anteriores (“Oracular Spectecular“, de 2007; “Congratulations“, de 2009; e “MGMT“, de 2013.

O que eu vou trazer aqui pra vocês são algumas bandas/álbuns que se pareçam com o que já foi lançado pelo MGMT ao longo dos anos. Tem umas paradas que já são conhecidas, outras nem tanto e, enquanto escrevia esse texto, achei uma parada que vai ficar como um bônus bem maneiro pra quem curte a banda – fiquem firmes no propósito!

Ariel Pink

Esse é o nome artístico do americano Ariel Marcus Rosenberg. Tal como o MGMT, tem umas músicas em que o cara traz o lisérgico como elemento fundamental. Também tem quatro álbuns lançados desde 2007 (fora alguns lançados em parceria). Trabalhou numa loja de discos quando mais novo, tendo entrado em contato com uma abrangência muito grande de artistas e gêneros musicais. Sua banda predileta é o The Cure (principalmente em sua fase inicial), é parceiro da galera do Animal Colective (que esteve no Festival Queremos em agosto desse ano aqui no Rio) e algumas de suas músicas lembram bastante a vibe do “Little Dark Age“. Sente só:

 

Empire of The Sun

A também dupla Empire of The Sun é formada pelos australianos Nick Littlemore e Luke Steel. O disco de estreia, “Walking on a Dream“, obteve grande sucesso na Austrália e o single homônimo rodou mundo afora. A dupla se refere ao disco como “um road movie espiritual”, dando a ele um tom bastante profundo. Além do som que remete muito ao primeiro álbum do MGMT, a identidade visual da banda (algo que persiste até seus lançamentos mais recentes – de fato, os dois se apresentam praticamente como entidades místicas) dialoga muito com a fase inicial dos americanos. Basta comparar o visual do clipe de Time do Pretend do MGMT com o do EoTS no video de We Are The People:

 

Tame Impala

Na verdade aqui eu falo mais especificamente sobre o “Currents“, álbum mais recente da trupe liderada por Kevin Parker. Pega só o segundo e o terceiro álbuns do MGMT e põe do lado de faixas como Eventually Cause I’m a Man. É sério, eles se parecem de verdade:

 

Unknown Mortal Orchestra

Em algum lugar no espectro entre o primeiro e o segundo lançamentos do MGMT tem o álbum “Multi-Love“, o terceiro dos cinco disco dos neo-zelandeses do Unknown Mortal Orchestra. É uma psicodelia de garagem muito bem feita, original e cheia de responsabilidade. É um som um pouco menos trabalho e mais sujo que o segundo álbum do MGMT.

BONUS!!!

Tava dando uma pesquisa e eis que eu acho não uma, mas DUAS paradas muito bacanas.

A primeira é um uma demo do que deveria ser o “Climbing The New Lows”, primeiro álbum do The Management (se liga no jogo de letras, galera!). É muito legal ver as primeiras investidas da dupla. Quando tu ouve a primeira versão de Kids bem menos trabalhada que a versão do “Oracular Spectacular” você pensa “caramba, é realmente possível chegar lá” – porque, bem, eles chegaram, né? Aqui tá o álbum completo pra quem quiser ouvir.

Segundo achado é que, antes do Andrew fechar com o Luke e tocar o MGMT (ou o The Management), ele fechava com o amigo Dan Treharne na banda Glitter Penis. Eles lançaram alguns álbuns juntos, mas só dois disponíveis online: o “River Offices” (2003) e o “Greatest Hits“. Eu vou deixar o primeiro pra vocês e pedir pra que vocês ouçam com carinho a faixa Revolution.

 

No mais, eu realmente espero encontrar vocês no show do MGMT na quarta-feira véspera de feriado, no Circo Voador! Até lá!