Quando você quer alguma coisa, o que você faz para consegui-la?

A resposta mais normal seria: corre atrás.

Se é um emprego, você manda currículo, se especializa, rala, faz entrevista, realiza todas as ações possíveis para ser o melhor candidato ou a melhor candidata para a vaga.

Se é uma viagem, você economiza, arruma um outro bico, às vezes, se organiza, pesquisa as melhores épocas, os melhores preços, a hospedagem mais em conta. Enfim, você se planeja de todas as formas possíveis pra fazer a viagem rolar.

E quando é uma pessoa que você conheceu em uma night da vida ou num barzinho e achou o máximo? Por que então você não segue a mesma lógica?

As pessoas mais determinadas que eu conheço volta e meia se pegam presas na espera da iniciativa alheia. Principalmente as minhas amigas mulheres, esperando o carinha vir dizer algo ou tomar uma atitude. Gente, tudo que a gente quer na vida merece nosso esforço ou pelo menos nossa tentativa, sabe? Qual é o problema em ser a primeira pessoa a mandar um “oi”? A primeira pessoa a demonstrar um interesse?

Se a pessoa não responder ou não corresponder o interesse, tudo bem, isso já não depende de você. A sua parte você fez. É importante a gente ter a satisfação mental de que algo não deu certo, mas que não foi por sua causa. Tudo o que estava a seu alcance você fez. É a vaga que infelizmente você não conseguiu, a viagem que ainda não rolou e o tal carinha ou a tal mocinha que não tava tão interessado ou interessada como você.

E adivinha só? A vida anda, segue o baile. Vai aparecer outra vaga, outra viagem, outro carinha ou mocinha, mas você vai carregar ai dentro de você a satisfação de que você fez, sim, tudo que podia. A satisfação de saber que você não hesitou em tomar a iniciativa.