Se você acompanha um pouquinho do meu trabalho aqui no blog, deve ter visto que recentemente fiz um post por aqui falando um pouquinho sobre moda sustentável e apresentando alguns dos meus brechós preferidos. Hoje eu estou de volta para falar mais sobre esse assunto que eu tanto gosto.

Acho de extrema importância que ao falar de moda sustentável, devemos ressaltar que não é apenas sobre o meio ambiente que estamos tratando, mas é também uma questão social. Ao comprar sua roupa, é essencial que você se pergunte: Quem fez a minha roupa?

#WhoMadeMyClothes é um movimento que começou em 2013, logo após o desabamento do edifício Rana Plaza em Blangladesh em 24 de Abril de 2013. A tragédia matou 1138 funcionário e deixou muitos outros feridos (o documentário The True Cost, disponível no Netflix, conta um pouco mais sobre esse e outros acidentes que ocorreram na industria do fastfashion),  todos eram funcionários que trabalhavam na confecção de grandes marcas “fast fashion” como H&M, Inditex (5 marcas, incluindo Zara) e C&A. E foi ai que os holofotes caíram sobre a industria da moda e começaram a aparecer questões sobre a forma como a consumimos, direitos humanos e desperdício desenfreado.

Então nasceu o  “Fashion Revolution”, um movimento para conscientizar a população sobre o uso de mão-de-obra escrava, o descarte de roupas e os impactos ambientais gerados pela indústria da moda. Afinal, não dá para simplesmente ignorar cada confirmação que nos aparece sobre condições desumanas de produção, tanto das roupas quanto dos outros produtos que compramos todos os dias, seja em países longínquos e bem pobres, seja no Estado vizinho. Não podemos nos afastar do fato de que a nossa compra é praticamente um voto de confiança e uma maneira de autenticar o trabalho das marcas.

Entre todo esse movimento, e os destaques afirmando a destruição ambiental causada pela produção desenfreada de roupas, diversas marcas adotaram tal estilo em suas produções, mas é como disse a Blogueira e consultora de moda Chiara Gadaleta:

“Hoje, o assunto é pop, dou muitas palestras, tenho programa no Discovery Channel, vi nascer e prosperar muitas marcas ecologicamente corretas. Fechou-se um ciclo. Precisamos agora de critérios para que a sustentabilidade não seja uma onda e sim o status quo das empresas de moda. Pensando nisso, estamos trabalhando desde 2015 em um relatório repleto de estatísticas, que servirá para direcionar o mercado e não deixar que a gente se perca. Também estamos elaborando um espaço virtual que vai reunir muitas informações e funcionar como um hub de marcas que passam pelos critérios ambientais e sociais, além de gerar relatórios do impacto ambiental de cada um de nós, baseado nas nossas ações.”

 

 

Ajude o #fashionrevolution a cobrar transparências das cadeias produtivas da moda.
Seja curioso, descubra, faça algo! Poste uma foto com a #quemfezminhasroupas e tagueie uma marca.