“Cara, tenta não criar tantas expectativas”. Eu escuto de todo mundo, toda hora, pra todas as situações.

Isso já foi um problema pra mim. Muitas das situações desagradáveis que eu passei foram vistas por mim e algumas pessoas como resultado das minhas expectativas. E me culpava muito. Como se minhas decepções fossem causadas puramente porque eu “esperava muito daquilo” e não pelo resultado em si.

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Primeiro tentei parar de cultiva-las, mas o esforço que eu preciso fazer para tal é enorme e praticamente ineficaz. Minha imaginação não para e tentar controla-la é perda de tempo. Depois, desenvolvi a mania de projetar mentalmente não só as possibilidades boas, mas as ruins também, a fim de eliminar as decepções, afinal, se algo desse errado, estava tudo bem, porque eu já havia previsto.

E claro, não funciona assim. Não tem problema criar expectativas, e se decepcionar é normal, parte da vida. Talvez aconteça mais comigo do que com outras pessoas? Bem provável. Mas eu aproveito cada segundo de uma nova experiência. Só a possível existência de alguma coisa já faz minha mente se deliciar com as chances. Tanto no trabalho, como com amigos, família ou amores. E isso é bem bonito. Eu vivo o antes, o durante e o depois (se houver).

Só porque projeto situações na minha cabeça não quer dizer que eu acredite nelas. Crio expectativas porque penso muito, me envolvo, me entrego ao acaso e suas nuances. Eu acho todo o processo gostoso. E penso que quem tem essa característica deve aproveita-la enquanto há tempo, dizem por aí que sonhar acordado é um privilégio dos jovens.

Talvez você seja assim um tiquinho como eu, então te recomendo: faça as pazes com a sua louca imaginação e você vai aprender a desfrutar das expectativas e a encontrar nelas um mar de possibilidades e descobrimentos.