Chegamos ao fim de 2017, já deixei pra vocês uma lista com os melhores álbuns gringos (que não caíram no mainstream) e com uns álbuns realmente muito bons e relevantes lançados aqui pelo Brasil. E se a gente faz uma retrospectiva, a gente também faz apostas pro futuro.

Trago aqui alguns nomes que eu tô botando muita fé de que vão fazer um barulhinho nesse ano. Se a gente espera que vinguem? Esperamos muito!

The Marías

A banda formada em Los Angeles e que tem a porto-riquenha Maria Zardoya à frente surgiu em 2017 com as seis faixas do EP Superclean Vol. 1, certamente um dos sons mais envolventes e sedutores do ano. A estética vintage moderninha, bem compassada e aquele ar de mistério que preenche a mente de belas imagens que mais parecem um sonho que você não lembra. Porque é pra ficar ligado? Porque ainda nesse primeiro semestre de 2018 vai sair o segundo volume de Superclean, que junto ao primeiro fecha o primeiro álbum da banda. Sente só essa vibe gostosinha desse clipe de “I Don’t Know”, música que abre o EP:

Gabriela Garrido

A carioca Gabi Garrido dá sequência a seu primeiro EP Mergulho, lançado em 2016. Em novembro ela adiantou o Natal e nos presenteou com a deliciosa “De Bicicleta”, um baita desabafo sincero (“tudo o que eu cantar aqui eu já contei na terapia” é uma das melhores frases que eu já ouvi numa música) metafórico sobre o caos mental causado pelo barulho que é estar apaixonada. Voz (segura, firme e forte) e melodia (suave, ensolarado, uma versão carioca do som do Terno Rei) te guiam pra um passeio extremamente empático que termina com um copo de cerveja, um toque no ombro e um sincero “é, eu te entendo”.

Ventilador de Teto

Não sei se vocês lembram das vinhetas da Malhação lá pra 2005/2007. Sério, só tocava musicão, não tinha erro. Se tivesse surgido naquela época, a banda com esse nome maravilhoso teria bombado com mais facilidade. Hoje foi um pouco mais difícil, mas ela conseguiu fazer uma vaquinha maneira pra financiar o primeiro álbum, que sai nesse ano. Enquanto ele não sai, você pode dar umas risadas com os memes no Facebook da banda e/ou ouvir as quatro músicas do EP Desejo / Sufoco.

 

Luiz Cortat

O cara invoca até Caetano pra falar de sua melancolia pessoal nas seis músicas presentes no seu EP de estreia Vivência do Desabar, lançado no início de 2007. Poesia, voz e violão: fórmula simples, mas efetiva em músicas que mostram apenas parte do potencial musical do caxiense Luiz Cortat. Toca leve, canta manso (já ouviu Cícero?), desiste da festa, aposta no amor e invade com facilidade. Duvida? Toca “Mantra”:

Cosmo Pyke

O inglês prodígio de 19 anos bebe de fontes como Mac DeMarco e King Krule pra fazer um indie pop carregado de malemolência jazzística. O cara estourou lá fora no ano passado com o lançamento do EP Just Cosmo, que traz cinco excelentes músicas geradas pra viajar. Fala sobre fim de relacionamentos, nostalgia adolescente e monta um som que, segundo o próprio, “é o que as pessoas não precisam, mas podem querer“. Ouça “Chronic Sunshine” e veja se ele tem razão:

Rubel

Pearl é um dos álbuns mais celebrados pela cena musical carioca nos últimos anos. O álbum botou o tranquilo cantor Rubel em evidência e gerou um frisson em cima do que mais o cara poderia fazer. A pessoal faixa “Colégio”, primeira lançada ao público do seu segundo álbum (que sai muito em breve), aponta novos rumos para Rubel, com menos violão e mais arranjos orquestrados, principalmente com violinos e metais, que prometem emocionar sem muita dificuldade.

Dan Borges

A cariocada tá firme no propósito de fortalecer a cena musical da cidade e o Dan Borges não foge dessa correria. As baladinhas estilo John Mayer, com graça e verdade, que vieram no EP Romance de Um Só, lançado em 2016 e produzido pelo Diego Strausz (que já trabalho com nomes como Alice Caymi e Castello Branco), terão sequência ainda nesse ano. Se liga nesse musicão que já saiu, que estará no próximo EP dele:

The Cinematic Orchestra

Tem um disco aí no mundo chamado Ma Fleur. Ele foi lançado em 2007. Foi o último disco integralmente composto e lançado por essa super banda inglesa – e certamente é um dos álbuns mais bonitos já lançados. Recebeu elogios por todos os cantos possíveis e até hoje é referência de qualidade musical. Isso mesmo quando seus antecessores (Motion, 1999; Every Day, 2002; Man With a Movie Camera, 2003) também não fizeram feio. Então a expectativa para novos trabalhos é grande já há 10 anos… ainda mais depois que eles chamaram o Moses Sumney (do também elogiadíssimo Aromanticism, lançado ano passado) para cantar nessa maravilha melancólica chamada “To Believe”:

Você vai ficar sabendo dos lançamentos desses e de outros nomes durante o ano. Não deixe de acompanhar o blog. Garanto que vai valer a pena. ;)