Recentemente, assisti ao filme Mãe! Inclusive, escrevi aqui o que eu achei sobre o longa. Porém, ainda me pego pensando sobre o filme e sobre como ele se destaca dos demais. O filme não tem nada de revolucionário nos quesitos técnicos, mas tem quando o assunto é roteiro.

A primeira imagem que você tem quando vai assistir ao filme é de uma mulher ardendo em chamas (calma isso não é spoiler). Logo em seguida, você vê um diamante e por ai vai. Depois disso, você é apresentado aos personagens que fazem parte daquela história. Tudo é muito confuso, muito angustiante, mas ao mesmo tempo é completamente intrigante.

Recentemente, não me recordo de filme que me fizeram sair do cinema com esta mesma sensação, ou que pudessem me fazer refletir sobre o mundo como um todo. Acredito que o papel da arte, e falo em todas as formas de arte, (Afinal, muitas obras vem sendo discutidas recentemente, seja no cinema ou não) seja fazer com que o ser-humano reflita e procure respostas para aquilo que está vendo. Uma obra de arte pode te entreter simplesmente, ou pode te fazer refletir sobre a existência. Mas acredito que ela deve mexer com você de alguma forma.

Mãe! é um filme que merece aplausos pois consegue fazer com que o nosso emocional saia abalado, com que o seu intelecto seja questionado e muitas vezes com que o seu físico seja tocado. O filme, na minha opinião, é uma obra prima justamente por isso. Ele consegue tocar em todos os nossos sentidos.

É muito raro achar filmes que façam isso e na sua maioria, eles estão em um cenário mais underground e que dificilmente aparecem nos cinemas. Por isso, se você gostou da experiência que Mãe! Te proporcionou, eu indico que você fique atento a filmes com menos badalação e que ganham força em festivais.

Vamos expandir o nosso conhecimento sobre o cinema e sobre o que ele pode nos proporcionar.

A sétima arte é capaz de te entregar uma experiência completa. Portanto, vamos atrás dela!

Um beijo e até a próxima!