Continuando no tema Animal, hoje vamos falar sobre peles. Um assunto polêmico mas necessário de se discutir.

A pele de animal começou a ser usada nos primórdios da humanidade quando nossos ancestrais precisavam se aquecer no frio extremo. Desde então, em locais com invernos rigorosos, as pessoas usavam peles com o propósito de se aquecer e ainda se vestir bem.

Com o passar dos anos, a função primária da pele já não é mais necessária e o avanço da tecnologia nos presenteou com roupas altamente tecnológicas que te protegem de qualquer frio. A questão é: então porque, em pleno século XXI, a pele animal ainda é usada?

A pele de animal representa até hoje luxo, status e poder aquisitivo. Podemos comprovar esse fato observando que se algum objeto é de couro verdadeiro, phyton ou pele, ele custa cinco vezes mais.

O jogo de interesse financeiro por trás das marcas faz com que, hoje, ainda tenham estilistas desfilando peles. Se você pensou que essa indústria já estava fadada ao fracasso, graças ao ganho de consciência ambiental das pessoas, ledo engano. Ela sobrevive e ainda faz muito dinheiro. A china é a maior produtora de pele no mundo, mas é na Europa que este mercado se concentra. Inclusive, alguns países, como a Grécia, dependem economicamente desse mercado.

As fast-fashions já fizeram suas campanhas sobre couro e pele fake. Talvez para mascarar como as suas roupas acessíveis são realmente feitas (mas isso é assunto para outro post). O fato é que a grande maioria reprova o uso de pele e aprova a versão fake.

Stella Mccartney é uma das marcas que abomina o uso de qualquer matéria prima animal e produz peças totalmente veganas.

A peta, organização sem fins lucrativos em prol dos animais, é um dos símbolos da luta contra o uso de pele na indústria da moda. A luta é antiga. A ONG é conhecida pelas campanhas chocantes e já se tornou figurinha marcada nos desfiles das semanas de moda nova-iorquinas. Os manifestantes ficam esperando as pessoas saírem dos desfiles e se alguém vestindo pele passa na frente. Isso acontece:

Uma grande adepta do uso de pele verdadeira é a editora-chefe da Vogue americana, Anna Wintour, que já foi alvo de uma torta de tofu na saída de um desfile. Assim como Kim Kardashian.

Entrando um pouco no assunto couro. Em 2015, A atriz Jane Birkin, ícone da moda e beleza francesa, pediu para que a grife Hermès retirasse seu nome de uma das bolsas mais famosas do mundo de luxo. A bolsa pode ser feita em couro de vaca, avestruz, cobra ou crocodilo. A Peta foi até o Texas, nos EUA, e documentou o processo de tirar a pele do crocodilo e mostrou como os animais são tratados e a crueldade praticada. São necessários de dois a três animais para produzir uma bolsa.

Parece óbvio mas não é. Recentemente, foi preciso colocar Gisele na capa da Vogue francesa para mandar a mensagem de que não é legal usar pele verdadeira.

A IFF, Fundação Internacional de Pele, é única organização que representa a indústria internacional de pele e tem como função principal inspecionar e certificar o bem-estar animal.

No Brasil a legislação, de 2010, não é representativa. Há apenas a proibição contra o comércio de pele de anfíbios e répteis. E aí, o que vocês o uso de pele?