Olá, meu nome é Caroline Botelho. Sou estudante de jornalismo e apaixonada por moda, principalmente pelo lado sustentável dela. Hoje, eu sou convidada no blog Cariocando e vou contar para vocês como nasceu o animal print.

A utilização do que hoje conhecemos como animal print começou há anos, mais precisamente no inicio da civilização, com o uso da pele de animais para se proteger dos invernos rigorosos. Desde o século XVIII até agora a pele ganhou o significado de  riqueza e status.  E ainda significa para quem a usa de verdade.

Já na história da indumentária, o filme Tarzan de 1930 foi o ponto de partida para que as grifes lançassem suas coleções com a estampa igual ao pelo de um leopardo. A inspiração africana fez com que, na década de 40, a Dior fosse a primeira grande marca a usar em uma coleção um vestido animal print com a estampa sintética. Desde então, a grife a usa  em todas as coleções.

Com a ajuda do cinema, dos anos 50 até os 70, o animal print se tornou sinônimo de elegância, através de nomes como Marilyn Monroe, Grace Kelly e Audrey Hepburn. Hoje não é só o leopardo que reina o animal print, a estampa de outros animais como zebra e cobra estão dominando as passarela. No desfile da Moschino este ano, Jeremy Scott abusou das estampas coloridas e ainda conseguiu provar que os homens podem usa-la sem medo.

Depois de representar a elegância, o animal print ganhou uma conotação pejorativa. Nos anos 80, muitos consideravam a padronagem de animal cafona. Mas foi nessa época que o movimento ganhou força e surgiram as primeiras versões coloridas da estampa de animais.  No mundo no rock ela foi muito bem aceita, foi daí que a era Glam Rock surgiu. Madonna e Bon Jovi que o digam.

 

Desde Elsa Schiaparelli, a inovadora estilista que patenteou o icônico chapéu de leopardo, até o exagero de Versace e a elegância de Dior e Dolce&Gabbana, o animal print é unanimidade quando se fala de moda.