O assunto hoje é sobre o The Black Keys e o absurdo de música que é “Weight of Love“. A primeira vez que ouvi essa obra prima eu estava indo pra faculdade, recostando minha cabeça sobre o vidro do busão, quando um som surge quieto, como quem não quer nada e de uma hora pra outra te domina por inteiro. Aos de primeira viagem, não é recomendado, a música v i c i a!

A música começa de maneira calma, uma ambientação de velho oeste quase cinematográfica, se fechar os olhos a imaginação é instantânea, e lá está você em outro lugar, outra época.

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Logo a calmaria da espaço pra uma guitarra emocionante, a música de tímida se torna puro fogo. A progressão é rápida, e a música permanece nesse jogo de pergunta e resposta entre a zona de conforto e a jornada do herói durante todo o desenrolar da história.

Mais pro fim da música, começa um solo tão, mas tão absurdo que não da pra descrever, a lisergia tomou conta de tudo. E o fogo da guitarra vai consumindo e consumindo, até que volta a uma parte mais lenta, porém não é mais calma, a música deixa no seu fim um ar de tensão, de dúvida, de uma situação não resolvida.

 A música, fala sobre as cicatrizes do amor e como o amor está quase sempre travestido de apego ou medo. Como por exemplo, o medo que as pessoas têm de serem solitárias, de permanecerem sozinhas. O amor se tornou uma vaidade, motivo de ostentação para os que amam e de vergonha para os que permanecem sozinhos. A história é basicamente sobre alguém que se entregou e se frustrou, mas usa o amor para se confortar, pois esta é a melhor forma de combater o medo de estar sozinho.

Espero que gostem, até mais!