Eu erro com uma frequência maior que gostaria. Às vezes, só me magôo, é a parte fácil. Às vezes, magôo pessoas que amo, é a parte difícil. Às vezes, os dois.

Magoar os outros é a parte que mais machuca. Machuca porque sei que vou pedir desculpa. Ela não é o suficiente. Como poderia uma palavra traduzir tantos sentimentos?

Desculpa é o castigo de quem se arrepende. Tudo que se pode fazer é dizer: sinto muito. Não traduz as boas intenções, não conforta quem foi ferido, não faz enxergar com o olhar de quem sempre só desejou o bem.

Desculpa é a algema que te lembra a impossibilidade de desfazer uma ação. É o artifício utilizado em uma tentativa de amenizar atitudes erradas. É a junção de letras que deveria provocar um esquecimento, mas não provoca.

Desculpa, quando sincera, magoa mais o locutor que o receptor. É a mão estendida em um vácuo, é o vulnerável exposto em um resumo. Entre toda banalização, ainda é pura tentando ser cura.   

Me perdoa pela desculpa não ser tudo que você precisa. Eu perdôo a desculpa por também não ser tudo que eu preciso. Me desculpe por isso. Eu tentei. Ela também tentou. Justin Bieber permanece tentando.