Olá!

Hoje é dia de falar do meu último destino, a capital da holandesa. Ah Amsterdam, lugar onde cada cantinho é mais apaixonante que o outro, onde o que é tabu por aqui é visto com a maior naturalidade por lá, onde existe trânsito de bicicletas e os habitantes parecem estar num constante bom humor (a não ser que você não diga “bom dia” e “por favor” antes de falar qualquer coisa). Nada melhor do que essa cidade pra mudar um pouco de cenário e fechar a viagem da melhor forma.

Passei 5 dias hospedada em um hostel que era na verdade um estacionamento de trailers, um pouco afastado da cidade, mas muito fofo. Durante esses dias descobri ruazinhas que mais pareciam ter saído de filmes. Relaxei entre os canais e claro, bebi muita cerveja, afinal não é atoa que as cervejarias mais famosas. como Heineken e Amstel. foram fundadas na Holanda.

O hostel:

Fiquei hospedada no Lucky Lake Hostel. Ele na verdade é em Vinkeveen, uma típica cidade do interior da Holanda, que fica a 30 minutos de Amsterdam. O hostel em si era uma fofura, trailers coloridos, redes e funcionários simpáticos que pareciam ter saído de algum festival de música dos anos 70. Meu quarto era um trailer privativo para duas pessoas e o banheiro era compartilhado entre os hóspedes em um trailer maior. Além disso, ainda tinha o trailer do café da manhã (incluso na diária), a casinha da recepção, uma cozinha com mesas ao ar livre, um trailer “cinema” e a “smoke room”.

O único problema era a distância. No Lucky Lake eles disponibilizam um serviço de van com horários marcados para a estação de trem e metrô, sendo o primeiro horário às 8 da manhã e o último á uma da manhã. Por conta desses horários não consegui sair de noite nenhum dia, além disso, a viagem de ida e volta para Amsterdam todos os dias era cansativa. Eu amei o hostel e sua atmosfera receptiva, mas confesso que preferiria ter ficado mais próxima da cidade.

Meus lugares favoritos:

-Os canais sem dúvida são a minha parte preferida da cidade, amava andar sem rumo por lá descobrindo cantinhos fofos, fotogênicos e lugares pra relaxar.

-Não tem como ir pra Amsterdam sem ir em uma coffee shop, as famosas casas onde se pode comprar e consumir maconha, mesmo que seja só pra visitar. E não tem como falar em coffee shop sem falar da The Bulldog, a mais antiga e mais famosa cafeteria da cidade que tem filiais espalhadas em vários pontos e é ótima.

– A casa onde Anne Frank e sua família se esconderam durante a ocupação nazista dos países baixos é hoje um museu, e a visita é imperdível. É de se esperar que uma visita à Anne Frank House não traga as melhores sensações. A energia do lugar é pesada assim como a história, mas eu acredito que  é importante refletir sobre o nosso passado e a atitude humana para evoluir e seguir em frente. Vale a pena.

– O prédio onde funcionou a primeira cervejaria da Heineken deu lugar ao que hoje é a Heineken Experience, um museu interativo sobre a famosa marca de cervejas. É daquele tipo de atração pra turistão mesmo, mas é bem divertido ver a evolução da marca e brincar de fazer cerveja. Ah e claro beber os 2 chopps que estão inclusos no ingresso.

– Eu amo mercados  de rua e não pude deixar de visitar o Albert Cuyp Market por lá. Ele fica perto do Rijksmuseum e é bem variado, tem desde frutas e comidinhas típicas alemãs até roupas, acessórios e antiguidades. Saí de lá bem feliz com um pote de morangos gigantes e um novo par de meias 5/8.

Considerações finais e outras dicas:

– Saindo do Aeroporto de Schiphol é possível pegar o trem até a estação central, lá também é uma estação de metrô e o ponto final da maioria dos trams. Os trams são uma espécie de veículo leve sobre trilhos que rodam pela cidade toda.

– Mesmo no verão se preparem pro frio em Amsterdam, cheguei a pegar 12°C.

– A Tours & Tickets é uma loja onde você pode comprar bilhetes para as atrações da cidade, você vai encontrar uma em cada esquina. Pesquise antes os lugares onde quer ir e o preço, compre apenas o for ver de verdade, nessas lojas eles costumam empurrar um monte de atrações caras e desnecessárias.

– O Ice Bar é uma dessas atrações caras e desnecessárias. A não ser que você curta pagar caro para usar um casaco sujo e passar 15 minutos (ou menos) em uma salinha congelante com umas estátuas de gelo nada demais e música ruim, eu não recomendo.

– Se esbarrar com alguma smart shop entre pra visitar. Elas são lojas onde se pode encontrar vários tipos de substâncias alucinógenas incluindo as famosas trufas de cogumelo. Entrei em uma que detalhava o efeito de cada produto em “etiquetas”, cada um mais doido que o outro.

– Todo mundo que vai pra Amsterdam quer tirar uma foto na famosa placa  “I amsterdam”, que fica em frente ao Rijksmuseum, ela está sempre lotada e é quase impossível tirar uma foto decente. O que pouca gente sabe é que existe outra igual que fica “viajando” pela cidade. Se você der sorte, como eu, acaba esbarrando com ela por aí.

Bom, assim acaba a série de posts sobre a minha eurotrip, espero que tenham gostado como eu gostei de escrever. Foi muito bom relembrar os detalhes, as histórias e sentir um aperto bom de saudade a cada palavra.

Até a próxima trip :)