Opa! Chega mais, senta aqui bem juntinho de mim, vamos conversar.

Negro, carioca, 25 anos, filho de uma maravilhosa mãe solteira que faz o melhor bolo de cenoura com cobertura de chocolate do mundo (todos os meus amigos dizem isso), neto de uma incansável avó que faz melhores salgadinhos da cidade (eu que digo isso); a família é pequena e ainda assim é espalhada pelo Brasil, o que evita que as festas de fim do ano ganhem comentários indesejados. Espírita; flamenguista, mas não sei escalar o time; um baita entusiasta da cultura do subúrbio carioca (já comeu a batata frita de Marechal?) e do sertão nordestino (salve Padre Cícero!).

Jamaica pra uns, Dival pra outros; (Super) Shock prum monte. Vítor Henrique pra uns poucos que ainda não me deram apelidos e pra minha mãe quando ela tá bolada com alguma coisa.

Já quis ser muitas coisas, inclusive entrevistado pelo Faustão no Arquivo Confidencial. Mas como eu conseguiria isso se eu não focava em ser artista, né? Daí fiz Física por dois períodos, depois fui pra BCMT (te explico outro dia) e, depois de cinco anos perseguindo Geologia, eu finalmente caí em Geografia – tudo na UFRJ. O que foi a melhor coisa que poderia acontecer comigo. Sério, eu seria muito infeliz na Geologia. Geografia é minha casa, é onde eu consegui começar a fazer as coisas (leia-se “o mundo”) fazerem sentido na minha cabeça.

Acho que, no fim das contas, o que eu quero mesmo é mudar o mundo. É um plano ambicioso, mas costumo dizer que Deus não me fez com 1,94m à toa. É pra sonhar alto e ter pés no chão ao mesmo tempo. Costumo dizer também que o mundo tá muito errado pra não se fazer nada. Então desde meados de 2014 eu resolvi segurar as rédeas da minha própria vida e acreditar no meu potencial de realizar coisas, não importa o tamanho. E procuro, sempre que possível, despertar isso nas pessoas. “Às vezes eu acerto, às vezes eu falho. Aqui é trabalho, igual Muricy”.

“Diga-me com quem andas que eu te direi quem és”, Parte 1: como disse, minha família é pequena. A alternativa foi fazer amigos. Mesmo que inicialmente tímido, fiz alguns vários excelentes amigos por aí, alguns casos certamente são de vidas passadas. Dei sorte, Papai do Céu gosta muito de mim. E o bacana é que em um momento podemos estar falando sobre o Universo Cinematográfico da Marvel e dez minutos depois estarmos falando sobre racismo e segregação espacial no Rio de Janeiro. Claro, sem deixar os jogos (de tabuleiro, de mímica, de videogame) de lado.

“Diga-me com quem andas que eu te direi quem és”, Parte 2: no meu quarto você encontra, além do básico, coleções de: CDs, vinis, séries, HQs/graphic novels e de garrafas de cerveja – já vazias. No meu quarto você não encontra: espaço pra colocar os livros que eu continuo comprando (comprei quatro enquanto escrevia esse texto).

E já que eu não vou falar sobre esses assuntos aqui no blog, vou deixar uns Top 5 que podem ou não falar bastante sobre mim, e que podem ou não serem realmente meus 5 prediletos:
Filmes: Seeking Friend for the End of The World, Crazy, Stupid, Love, Auto da Compadecida, Interstellar, Dope, Big Fish, Batutinhas*;
Livros: Peter Pan, Eu, Robô, O Fio das Missangas, A Boca da Verdade, Aos 7 e aos 40;
HQs/graphic novels: Daytripper, Carolina, Umbigo sem Fundo, Pílulas Azuis, A Invenção de Morel;
Séries: How I Met Your Mother, Fringe, Friends, Master of None, Stranger Things.

Eu não vou deixar lista de bandas e álbuns e músicas prediletas porque é sobre isso que eu vou falar pra vocês por um bom tempo. Mas eu quero deixar uma parada bem clara antes: eu não entendo de música, eu gosto de música. Mas a diferença entre essas duas coisas é assunto pra mais pra frente.

Gosto de falar sobre experiências, sobre o que a música desperta. Sobre como a música conversa com as pessoas, mesmo que sem palavras. E como eu gosto muito de dividir experiências e ideias, vocês serão minhas cobaias, se assim desejarem tomar a pílula azul (também me amarro numa referência, serião).

(Eu falo muito, né?)

Bora?

* da última vez que tentei fazer um Top 10 de filmes prediletos, tive que para a lista com 26 títulos. Me perdoem, não sou capaz.