A cultura do ”não interesse” tem  me causado náuseas.

Não é desinteresse, ele está ali. É só essa coisa de ”não posso demonstrá-lo.”
Não vou ligar. Não vou procurar. Não vou chamar para sair. Vou demorar para responder. Não vou bancar a(o) idiota!

Eu, sinceramente, gostaria de saber o saldo desse jogo. Perder a oportunidade de conhecer uma pessoa legal? Ego inflado? Ou só se arrepender de não ter sido você mesmo ao perceber que o jogo acabou e só sobrou você?

Não te interessa correr o risco? Não te interessa a companhia de alguém interessante? Uma conversa à toa, sem pretensões? Só te interessa fazer a(o) difícil para comandar esse joguinho de ”tanto faz”?Qual o problema em convidar pra tomar um chopp? Em perguntar como vai a vida? Mandar um gif engraçado que te fez lembrar dele(a)?

Dizer: gostei de você! não significa: vou te acorrentar a mim pelo resto da vida. OK?
Dizer que sentiu saudade não necessariamente vai soar como desespero ou carência. E se soar, amiga(o), não é culpa sua a interpretação alheia.

Se ele(a) te chamou e for de sua vontade, vá. E vá quantas vezes quiser.

Pra que criar um personagem em cima do que se é de verdade? Se não está sendo correspondido ao despir a alma e deixar exalar teus desejos, paciência. Não será a primeira nem a última vez. Se desarme! Somos feitos de vontades. O que você quer, eu posso querer também. Não quer um relacionamento e sim uma boa risada numa noite qualquer? Garanto que ninguém dispensa uma bebedeira num boteco de esquina. E se for relacionamento: estará sempre fadado ao fracasso se não investir.

Não sei brincar de fazer joguinhos. Eu vou te dizer que estou a fim. Vou te responder rápido e perguntar o que vai fazer hoje. Vou dizer que quero te ver e te propor um encontro. Estarei disposta(o) caso queira virar a noite comigo. Gostei de você e não vejo a menor necessidade em dizer ”não dá” quando quero dizer ”que horas?”