Falar sobre nós mesmos é sempre difícil, né? Mas se eu pudesse me descrever em uma palavra, seria escandalosa. Sou do tipo que fala alto, gargalho até mesmo em situações adversas e nunca entendo as piadas de primeira (nunca mesmo). Apesar desse jeitinho peculiar de viver, ao longo dos meus 22 anos sempre tive pessoas com as quais eu pude dividi-lo e isso faz com que eu seja extremamente grata ao universo. 

Por falar em convívio, para mim, a efemeridade das relações tão discutidas nos tempos atuais não é uma verdade absoluta. Acredito que nenhum encontro é por acaso e que de qualquer um deles tiramos aprendizados para todas as vidas (até do que não devemos fazer). Por isso, precisamos dar e receber amor de forma espontânea, sem obrigações ou regras, nem mesmo ficar contando quanto tempo aquilo durou ou vai durar. Aí fica mais leve, né? 

Comigo não tem essa de amizade pela metade, amar só um pouco ou ser meio leal. Ou é tudo, ou nada. Por isso, já me afastei de algumas pessoas que não imaginava que um dia viveria sem, mas que aprendi a viver (sempre dá para continuar, acreditem). Uma dica que eu dou para a vida é: não se prenda a ninguém por conta das lembranças boas. Se a relação não faz mais sentido, deixa lá. Forçar a barra em prol de algo que era bom só no passado não vale nem um pouco a pena.

Quando não estou trabalhando ou estudando, gosto mesmo é de ficar de preguiça com as pessoas que eu amo ou assistir a filmes, programas de decoração, ler meus livríneos e pesquisar tendências. Balada não é meu forte, sabe? Não é porque há sete anos tenho uma pessoa incrível ao meu lado, não, é pelo ser de 60 anos que habita este corpo que vos escreve mesmo (RS). Brincadeiras à parte, gosto de ambientes tranquilos, cervejinha gelada e papo de sobra. Se rolar um japa e MPB tocando, aí é que tudo fica perfeito.

Tá, mas e a moda nisso tudo?

Minha história com Jornalismo começou na infância e foi muito motivada pelo hábito da leitura e escrita desde muito nova. A escolha da profissão veio da crença de que a informação é uma importante ferramenta de modificação social (e de controle, também). Embora englobe muitos aspectos negativos, por meio da prática jornalística é possível  fazer vir à tona questões nunca antes abordadas e de alguma forma ajudar as pessoas, o que me deixa feliz demais. Contar histórias me faz feliz e de alguma forma me preenche. 

Apesar de já ter tido a oportunidade de escrever sobre cinema, ciência, educação, cotidiano e tecnologia (alô, TechTudo<3), adiei até quando pude escrever sobre Moda, meu crush antigo, embora receba cotidianamente muitos incentivos (“Carol, acho que você deveria fazer um blog”. Aquelas, leoninas).  

Como quero que 2017 seja um ano diferente, resolvi começar por esta aventura: ser Colunista de Moda aqui Cariocando. Portanto, a partir de agora, vamos trocar figurinhas neste espaço sobre a Moda, com uma leitura diferente (e necessária), abordando assuntos sobre colaboração, consciência e sustentabilidade, bem como o futuro do setor. Assim, aqui vai rolar muito papo sobre upcyling e demais conceitos que envolvem este universo ainda em ascensão.

Vou colocar a criatividade em prática para produzir conteúdos sobre consumo consciente, como as marcas que estão investindo na Moda sustentável, reaproveitamento das peças que já temos, tour por brechós, tutoriais de como fazer roupitchas (já que eu tô me aventurando na máquina de costura), acessórios e o que mais der na telha. Ah, vale lembrar que ideias sempre são bem-vindas. Quem vem comigo?

Espero que seja divertido e leve.