Ninguém é tão ocupado assim.

Ninguém é tão ocupado que não possa se importar com quem sempre está ao nosso lado.

Não é justo ser tão amargurado!

Ninguém é tão ocupado que não possa dizer o que sente em detrimento de guardar todo o abstrato em sua própria mente.

Não é possível ser tão calado!

Ninguém é tão ocupado que nunca possa estar presente quando muita gente a nossa ausência sente.

Não quero viver nesse mundo atordoado!

Ninguém é tão ocupado que não possa perceber o quanto a falta é falha e uma hora ela simplesmente tarda.

Não é possível ser tão desleixado!

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É tormento entre os intervalos
Pois a gente não percebe
Que entre esses espaços
Há uma meia presença
Por conta da tamanha inteira solidão

Um tanto quanto
Confuso
Turbulento
Tempestuoso
Conflituoso
É o pensamento de quem fica por trás de tanta alienação
É tudo a nossa frente
E novamente
Sentir-se a última opção
Porque por trás de quem muito se ocupa
Há sempre alguém em constante aflição
Em não ser espaço raso
Entre os corriqueiros intervalos
Mas sim a causa da quebra dos negócios
A ruptura do tempo
E o contrário das indecisões
Que não mascaram as verdades
E escandalizam a liberdade de expressão

Tem gente que nem sente o quanto afeta a gente
E talvez nunca saberá
Porque tudo é uma questão de prioridades
E quando a desculpa aumentar
É sinal de que é hora de partir
Pois às vezes é necessário arrancar de dentro de nós
O que nos impede de evoluir

Afinal, tudo é uma questão de prioridades.