Oi, oi! Meu destino no último feriado foi Chapada dos Veadeiros, e eu resolvi compartilhar um pouco da experiência com vocês.

Antes de tudo, queria deixar bem claro que essa foi a MINHA visão da Chapada. Não malho, não pratico esportes, tenho alergia a sol e pressão baixa, ou seja, trilhas passam longe do turismo que eu procuro.

Agora vamos lá, como vocês já devem ter percebido, a viagem em si foi um desafio enorme pra mim, tanto físico, quanto emocional (falei um pouco sobre isso aqui).

Fui de avião até Brasília e de lá fui de carro para a Vila de São Jorge, onde fiquei hospedada (passei o feriado de São Jorge lá, e foi super legal ver de pertinho as festas da vila). Eu e meus pais optamos por não alugar carro, contratamos um serviço de transfer (350,00 o trajeto Brasília – São Jorge) e lá contratamos um guia com carro (em média 450,00 por dia, depende das cachoeiras).

Muita gente deve se perguntar se precisa de guia, e confesso que é algo muito pessoal, eu particularmente fiquei mais que satisfeita com o suporte e pude aproveitar melhor os passeios que eu queria. Fui com um roteiro pronto e chegando lá trocamos a ordem por ser um feriado (se eu fosse sozinha, teria perdido um dos passeios que eu mais queria, não sabia que sábado a Santa Bárbara lotava), e também teria ido a uma cachoeira, que – segundo ele – estava com pouca água na época.

Cheguei em São Jorge na quarta-feira e fiquei pela vila mesmo, conhecendo e vendo o artesanato local. Que lugar místico, sério. A energia de lá é algo fora do comum!

Na quinta-feira, fomos nas cachoeiras Santa Bárbara (e Santa Barbarinha) e Capivara. A Santa Bárbara é LINDA, a água é surreal, mas fica muito cheia (dica: vá o mais cedo possível e opte por um dia de semana), já a Capivara, eu não posso opinar, eu acabei não fazendo a trilha toda, mas meu pai fez e ele falou que foi uma das mais lindas (não façam como eu). Na volta paramos na estrada (pico sugerido pelo guia) para um pôr do sol absurdo!

Na sexta-feira, fizemos Almécegas I e II, e passamos pra olhar São Bento. Eu não tenho palavras pra beleza da Almécegas I, mas QUE ÁGUA GELADA (olha que pra isso eu não sou fresca)! A minha preferida foi Almécegas II, por mim eu passaria o dia inteirinho nela. No final, fomos na São Bento, mas estava LOTADA e o sol já escondido.

No sábado, último dia de passeios, fomos no Vale da Lua e na Morada do Sol. O roteiro original era Vale da Lua e Loquinhas, mas – como eu disse ali em cima – Loquinhas estava com pouca água. O mais interessante do Vale da Lua é a formação rochosa (bem foda), e no final tem um poço super delícia. A Morada do Sol, na minha opinião, é a cachoeira perfeita pra você chegar e ficar (foi o lugar que eu mais vi morador).

Considerações finais:
– As cachoeiras são distantes, por isso um roteiro tão reduzido.
– Essas trilhas são perfeitas pra quem não curte muita aventura, as mais chatinhas são Santa Bárbara e Almécegas I.
– Fiquei em São Jorge, mas a outra opção é Alto Paraíso.
– Super recomendo o restaurante da Nenzinha pro almoço (que carne de panela maravilhosa) e o Luar com Pimenta para o jantar (pizza incrível).
– O guia se chama Irani e eu SUPER indico.
– O trajeto Brasília – São Jorge dura em média 3 horas.
– Parem na Pamonharia Vereda, ela fica na estrada, um pouco depois da polícia (pra quem está voltando pra Brasília).
– Não provei a famosa matula do Rancho do Waldomiro, mas paramos lá e provamos licores, cachaças e doces, vale a pena!
– Fiquei hospedada na Pousada Água Esperança, pousada bem simples, mas com preço justo.
– Todas as cachoeiras são pagas, e em algumas, como a Santa Bárbara, é indispensável a presença de um guia.
– Tentem fugir dos feriados e da época de alta temporada.

Restou alguma dúvida? Podem perguntar!

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