Oi, povinho!

Desde que fui convidada para fazer parte do blog, tenho como objetivo trazer filmes não tão conhecidos e que são uma gostosura de assistir. Entre tantos que ainda vou citar por aqui, For Lovers Only é um dos meus preferidos. Assisti esse filme há uns 3 anos e até hoje ele me vem a cabeça. Lembro que quando eu assisti, fiquei em êxtase! É uma mistura de tanta coisa que esse filme passa que vou tentar organizar aqui e convencer vocês a assisti-lo.

Pra começar, o filme é toooodo em preto e branco (olha que delicinha), e a história gira em torno apenas de dois personagens: Yves e Sofia (Mark Polish e Stana Katic). Eles se reencontram em Paris (lê-se Parrí pra ficar mais temático) após 8 anos separados e, mesmo eles tendo passado por outras histórias e outros amores, nada os impede de sair por aí viajando por Paris fazendo com que a gente morra de inveja vibre com cada momento dos dois e solte sorrisos de canto-de-boca involuntários.

Teoricamente, o filme tem tudo para ser “mais um filme romântico”, cheio de mimimi, mas ele nos surpreende com sua trilha sonora, fotografia e a beleza da história. Você, literalmente, não vê a hora passar. Você viaja dentro do filme, é poesia pura, mesmo. O filme me mostrou uma percepção que antes eu não entendia muito: traição (antes de dissertar sobre, quero deixar bem claro que não sou a favor da traição, tá, galera?). Me arrisco a dizer que antes de eles traírem seus parceiros, eles traíram a eles mesmos. For Lovers Only me fez concluir que se a gente ama alguém, a gente não deve ter medo de lutar por esse amor e saber aproveita-lo ao máximo. A vida é curta e linda demais! A gente passa tanto tempo tentando achar a pessoa ideal que, muitas vezes, quando a encontramos *pluft* ela escapa de nossas mãos. Foi o que eles fizeram. Eles estavam vivendo suas vidas pensando sempre no passado, aproveitaram o presente e não sabiam o que seria do futuro. Na verdade, ninguém sabe.

O filme é um belo tapa na cara, daqueles que a gente faz questão de mostrar o outro lado do rosto para receber mais outro tapa. É tão real que a gente vive aquilo com eles, como se estivéssemos dentro da cena, sentadinhos de perna cruzada e com a mão apoiando o rosto. Ali o amor é real, ultrapassa a tela, chega dentro do nosso coração, de verdade. É o tipo do filme que precisa-se sentir, não basta apenas assistir. Vai muito além de filme água com açúcar para mulheres românticas, confia em mim!

“Yves, respeite o amor.
Permita que ele venha a você. Deixe-se levar por ele.
Ele nos faz de vítimas, dá todos os indícios.
Sabe que não é o amor que parte seu coração.
É tolice pensar tal coisa. É o seu ego.
Aceite o que está sendo oferecido a você. Siga em frente, você é o único responsável. O responsável.”

O final do filme é meio ambíguo, meio incerto. Você não sabe o que vai acontecer, o que aconteceu, o que eles vão fazer. Será que tem como desistir de tudo novamente? Assistam e me falem! Vou deixar mais algumas curiosidades sobre o filme para convencer você de assistir caso eu ainda não tenha convencido:

  • A produção do filme, além de hospedagem e táxi, não teve orçamento;
  • Acredite se quiser, mas o filme foi todo filmado por uma filmadora DSLR (em preto e branco);
  • Foi uma filmagem independente de Michael e Mark Polish (ator principal do filme);
  • A atriz do filme, Stana, abriu mão do cachê para ajuda-los (fofenha);
  • As gravações duraram apenas 12 (DOZE, d-o-z-e) dias;
  • A divulgação do filme foi totalmente sem custo, foi só feita pelas redes sociais. Por isso que muita gente nunca ouviu falar do mesmo;
  • O filme foi colocado apenas pra download no iTunes, chegou ao Top 100 Movies do site e faturou 200 mil dólares. Hoje tem em outros meios, inclusive no YouTube.

Preciso dizer mais? Corre pra ver essa lindeza!

Toma aqui o trailer oficial:

Beijocas, see u.