Sempre gostei de arte, e quando pensei no meu primeiro post sobre isso aqui no blog, obviamente pensei no street art. Na verdade, são muitos tipos de arte urbana, então eu separei, dentro do grafite as minas que eu mais me identifico.

Elas usam as ruas para comunicar, seja com desenhos ou frases espalhadas pelas cidades, e todas com cunho feminista, protestando e contando através da arte que a mulher tem voz e vez nas ruas! Hoje em dia é bem mais comum vermos mulheres grafiteiras e espalhando sua arte por ai, o que já é quebrar paradigmas, porque antes, os homens lideravam.

O grafite feminista tem se tornado um fenômeno global, espalhado por países tão diferentes quanto Egito e Colômbia. Mas, no Brasil, a arte delas tem uma curiosidade, se dedicam mais ao grafite, desenvolvendo técnicas e traços tão diferentes, que chamam atenção para seu tipo de arte.

Conversei com algumas e pude saber mais sobre o que as inspirava, e como começaram a ganhar as ruas. A primeira que eu entrei em contato foi a Mag, perguntei de onde vinha toda inspiração de seu trabalho e a resposta foi uma visão além do que eu imaginava.

“Minha inspiração vem de tudo que me cerca, que cruza meu caminho, que atravessa meu corpo minha alma. As relações entre as pessoas, o caos das cidades grandes, o silêncio dos pensamentos. Me inspiro por histórias que me contam, por histórias do passado do nosso país, da minha família e ancestrais. Traduzo e filtro tudo isso nessas figuras que faço nas ruas.”

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Mag disse também que gosta do questionamento, e através de sua arte quer fazer com que as pessoas reflitam em tudo o que as cercam – nas crises, nos medos, tristezas e dores – porque ao enfrentar tudo isso, mudaríamos a postura, assim dando um passo pra frente.

 

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Para saber mais sobre a MAG: @magmagrela / Blog : MagCrua