Antes de falar com Gustavo, eu e Yulli ficamos uns 30 min observando TÃO de perto cada colagem, que o vidro ficava embaçado, mas era tudo tão encantador que não tínhamos como ficar ali e não querer observar aqueles conjuntos de papéis+cola que compunham o resultado de tudo aquilo. Como nem sempre quem fica no stand é o artista, continuamos lá rasgando seda sem saber que o artista era aquele ruivo tatuado e de chapéu bem ali do nosso lado.  

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Fotografia: Yulli Nakamura

Gustavo Amaral é artista plástico, tem 32 anos e há 7 entrou nesse mundo. “Tudo na vida é colagem para que faça sentido”. Ao perguntarmos o que o inspirava para cada tipo de colagem, ele diz que a arte serve para contar histórias, nem sempre a sua, e nem sempre linear. Percebemos também, que tem um lado das colagens mais claras, mais limpas, podemos dizer, e o lado da colagem mais intensa, com um pouco mais de caos. O perguntamos também o porque daqueles dois tipos, e ele nos contou que ve o ser humano assim- “um lado de caos, e um lado de calmaria. Esse é o equilíbrio, é o que não me faz totalmente louco”. 

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Além da colagem em quadros, ele faz animações em colagem, e assim vive fazendo o que ama… colocando sua alma na arte.